Um
relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), divulgado nesta quinta-feira
(4), apontou que a Refinaria Landulpho Alves (Rlam), em São Francisco do Conde, na Bahia, foi vendida por preço
abaixo do praticado pelo mercado. A unidade foi comprada pelo Grupo Mubadala,
um fundo financeiro de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, pelo valor de US$ 1,6
bilhão. A refinaria foi renomeada como Mataripe, em referência à sua
localidade. Para a Controladoria, a petrolífera brasileira “incorreu em
fragilidade na utilização da avaliação econômico-financeira como principal
suporte à decisão”. O processo ocorreu em meio à pandemia de Covid-19 e teve
desfecho em novembro de 2021. O documento demonstra que o período de
turbulência econômica pela crise sanitária atingiu o “Projeto Phil”, programa
que previa a venda de oito refinarias da estatal, representando 50% da
capacidade de refino da Petrobras. Para a CGU, a realização do negócio naquele
momento geraria riscos e incertezas sobre o futuro da indústria do petróleo e o
cenário econômico mundial. “Tal opção pode ter gerado impacto tanto no valor da
avaliação da Rlam, quanto na aversão ao risco por parte dos compradores, tendo
como consequência redução no valor esperado para alienação”, diz um trecho do
documento. De acordo com o relatório, o processo “não foi realizado de forma
apropriada, ocasionando risco de impacto negativo no resultado financeiro do
desinvestimento”.
06 janeiro 2024
Reginaldo Monteiro
Administrador do Blog

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