07 junho 2023

Trabalho escravo: Desembargador alega que manteve mulher surda em casa por 'ato de amor'

A mulher que teria sido mantida em condições análogas à escravidão pelo desembargador Jorge Luiz Borba e sua esposa teve que depor ao Ministério Público do Trabalho (MPT) com o auxílio de um intérprete de Libras. A razão é sua condição auditiva. Ela é surda e tem dificuldade de se comunicar, mesmo utilizando a Língua Brasileira de Sinais. A mulher prestou depoimento durante seguidas duas horas e fez uso de uma "linguagem própria", mostrando dificuldades severas na comunicação com os procuradores. A defesa do desembargador suspeito nega qualquer envolvimento em trabalho análogo à escravidão e afirma que a mulher foi acolhida pela família. A investigação do caso está a cargo do Ministério Público Federal (MPF), que apura indícios de trabalho forçado, jornadas exaustivas e condições degradantes relacionadas ao casal. Há suspeitas de que essa situação se estenda por pelo menos 20 anos, com a mulher realizando tarefas domésticas sem registro em carteira de trabalho e sem receber salário ou benefícios trabalhistas. Além da suposta vítima, o desembargador e a sua defesa também foram convocados para prestar depoimento. Testemunhas, incluindo outras pessoas que trabalham na residência do desembargador, também foram ouvidas.

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