Com o retorno de Jair Bolsonaro (PL) ao Brasil, era
esperado que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manifestasse
sobre o assunto e criasse um embate direto contra o adversário político. Lula,
porém, tem sido orientado a silenciar sobre o assunto. Enquanto isso, o
mandatário quer que sua equipe crie uma agenda positiva do atual governo para
ofuscar seu adversário. Aliados do petista têm relembrado o “deslize” cometido
por Lula na última semana, quando fez declarações contra o ex-juiz e senador Sergio Moro
(União-PR) ao comentar a operação da Polícia Federal que prendeu membros de uma facção criminosa que planejavam um
ataque contra autoridades, incluindo Moro. A leitura do Palácio do
Planalto é que as falas do petista contra Moro acabaram ganhando destaque sobre
agendas consideradas positivas e impediu que as ações repercutissem na opinião
pública. Esses mesmos auxiliares temem que algo similar ocorra caso Lula se
manifeste sobre Bolsonaro, dando palanque ao ex-presidente e permitindo que ele
ganhe o noticiário nacional.
(Metropoles)

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