A Polícia Federal encontrou “indícios
concretos" do envolvimento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na
tentativa de reaver as joias da Arábia Saudita.
O presente, avaliado em R$ 16,5 milhões, foi retido pela alfândega da Receita
Federal no aeroporto de Guarulhos, em outubro de 2021, após um membro da
comitiva do ex-ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque entrar no país sem
declarar os itens luxuosos. A defesa de Bolsonaro nega qualquer irregularidade
e diz que o ex-presidente nunca "pretendeu locupletar-se ou ter para si
bens que pudessem, de qualquer forma, serem havidos como públicos”. Entre os
indícios apontados pela PF está um ofício assinado pelo ajudante de ordens de
Bolsonaro, o então coronel Mauro Cid, solicitando ao secretário da Receita
Federal "autorização para retirada por um representante das joias
apreendidas". "A viagem desse representante, segundo o portal da
transparência, foi para 'atender demandas do Senhor Presidente da República'",
escreveu o delegado Adalto Ismael Machado ao conceder cópia do inquérito à
defesa de Bolsonaro. O ex-presidente deverá prestar depoimento no dia 5 de
abril.
(O Globo)

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