25 outubro 2022

General Heleno, após chamar políticos do Centrão de ladrões: “Hoje, muitos são meus amigos”

Um episódio marcante da ofensiva bolsonarista ao Centrão na corrida presidencial de quatro anos atrás envolveu o general Augusto Heleno Ribeiro, um dos principais auxiliares de Jair Bolsonaro na campanha que, depois, se tornaria ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. Em julho de 2018, durante uma convenção do PSL, partido ao qual Bolsonaro se filiou para disputar a eleição, Heleno parodiou um conhecido samba. “Se gritar pega Centrão, não fica um, meu irmão”, cantou o general, para risadas gerais do público. A gravação da cantoria viralizou na internet. De lá para cá, muita coisa mudou. Para garantir sustentação no Congresso, e evitar um processo de impeachment, Bolsonaro se rendeu novamente ao Centrão. Não apenas passou a integrar uma das principais legendas do grupo, o PL de Valdemar da Costa Neto, como distribuiu aos novos aliados do governo cargos importantes, com orçamentos polpudos e poder. Um dos próceres do Centrão, Ciro Nogueira, virou ministro da Casa Civil. Arthur Lira, presidente da Câmara, tornou-se um dos principais aliados do Planalto. Na mesma toada, o discurso de Heleno foi ajustado. Agora, o general tira por menos a paródia de 2018 e afirma que tudo não passou de uma “sensação” de momento e que, agora, muitos dos integrantes do Centrão são seus amigos.


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