Famoso pela frase "um manda, outro obedece", o
ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello tinha fama de ser alguém sem voz de
comando até mesmo no trato com subordinados. É o que indica uma troca de mensagens encontrada no celular do cabo PM de
Alfenas, Luis Eduardo Dominguetti. No
dia 20 de fevereiro, um contato identificado como Guilherme Filho Odilon
explica a Dominguetti o caminho das pedras para vender vacinas ao governo:
"a pessoa que tem a caneta é o Roberto Dias, caso ele tenha interesse, o
Ministro acata”. Roberto Dias era o diretor de Logística do Ministério da Saúde
e, portanto, subordinado a Pazuello, e teria pedido a Dominguetti propina de
US$ 1 por vacina. Odilon é o homem que colocou Dominguetti no ramo de venda
insumos médicos. Além de Roberto Dias,
outro personagem apontando como peça chave na estrutura é o coronel Blanco.
Blanco é o tenente-coronel Marcelo Blanco da Costa, assessor do Departamento de
Logística, e que também estaria no jantar em que foi pedido propina, segundo
Dominguetti.
07 julho 2021
Reginaldo Monteiro
Administrador do Blog

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