Sob influência do terceiro protesto em
pouco mais de um mês pedindo a saída do presidente Jair Bolsonaro (sem
partido), a CPI da Covid inicia a semana com a expectativa de ouvir Roberto
Dias, ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde. Além disso, quer avançar
no caso Covaxin, e quebrar sigilos bancário e telefônico de alguns dos
principais personagens envolvidos em denúncias de irregularidades na compra de
vacinas. Estão na pauta da reunião deliberativa da CPI desta terça-feira (6)
requerimentos pedindo dados de Cristiano Carvalho, representante da empresa
Davati no Brasil, e de Luiz Paulo Dominguetti Pereira, que se apresenta como
vendedor de vacinas e afirmou à Folha ter recebido pedido de propina de US$ 1
por dose em troca de fechar contrato com o Ministério da Saúde. A CPI também
quer quebrar o sigilo telefônico e bancário dos deputados Ricardo Barros
(PP-PR), líder do governo na Câmara, e Luis Miranda (DEM-DF). Em depoimento à
CPI, o deputado e seu irmão Luis Ricardo colocaram Bolsonaro no centro da CPI
ao afirmarem ter alertado o presidente sobre supostas irregularidades na compra
da vacina Covaxin. O mandatário teria atribuído o caso a Barros, de acordo com
Miranda.
05 julho 2021
Reginaldo Monteiro
Administrador do Blog
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