11 novembro 2020

CÚMULO DO ABSURDO: Disputa política contamina “guerra da vacina” e polariza até a ciência

Os recentes embates entre o governador de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a respeito do desenvolvimento de uma vacina contra o novo coronavírus pela farmacêutica chinesa Sinovac extrapolaram o campo da saúde. Mais do que uma preocupação sanitária, os estudos clínicos do imunizante se transforaram em uma ferramenta política – usada pelos governantes para angariar aliados em torno de questões ideológicas. Enquanto Bolsonaro usa as recentes suspensões no estudo clínico para cantar vitória sobre Doria, o tucano responde e alimenta o embate com o mandatário do país em busca de fortalecimento político. O governador paulista é tido como preferido do partido para ser lançado candidato à Presidência da República em 2022. Há a possibilidade de que a dupla trave novos embates na próxima eleição, uma vez que o atual presidente não descarta concorrer à reeleição. Somada à discordância entre as partes sobre a eficácia do imunizante chinês, a dupla também discorda se a aplicação das doses deve ou não ser obrigatória. O mandatário do país defende que “o povo brasileiro não será cobaia” da vacina. O tucano, por sua vez, assegurou que irá instituir a obrigatoriedade da vacina no estado.


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