A Procuradoria Geral
da República (PGR)
afirmou em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) que
há indícios de que parlamentares, empresários e blogueiros possam fazer parte
de uma "rede" voltada à "desestabilização" da democracia. A PGR
fez a afirmação no documento no qual pediu ao STF a deflagração de uma operação
no inquérito sobre atos
antidemocráticos. Segundos investigadores ouvidos, parlamentares
são suspeitos de ajudar a financiar e divulgar manifestações antidemocráticas. A
operação foi deflagrada na última
terça (16) e mirou aliados do presidente Jair Bolsonaro. Todos
negam irregularidade. Ao todo, 21 pessoas foram alvo de
mandados de busca e apreensão e tiveram os sigilos
bancário e telemático quebrados. Desse total, 10 são deputados e
1 é senador. Segundo dados da Câmara, desde março, a empresa Inclutech
Tecnologia de Informação recebeu R$ 58 mil por meio de cota parlamentar, verba
pública custeada pela Câmara e utilizada para a atividade parlamentar. Os
gastos foram feitos por 4 deputados do PSL, cujos sigilos foram quebrados. A TV
Globo procurou a empresa no dia da operação da PF, mas não houve resposta. Conforme o
vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques, a rede é
"integralmente estruturada de comunicação virtual voltada tanto à
sectarização da política quanto à desestabilização do regime democrático para
auferir ganhos econômicos diretos e políticos indiretos”.
19 junho 2020
Reginaldo Monteiro
Administrador do Blog

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