O misto
de inépcia e demência que norteia os atos de Bolsonaro acabou por criar, com
pouco mais de 10 meses de governo, uma tempestade perfeita contra a democracia.
Aprisionado ao mundinho mesquinho do baixo clero da Câmara dos Deputados, de
onde nunca deveria ter saído, Bozo levou para o Palácio do Planalto os maus
modos de uma vida parlamentar medíocre e inútil. Não tem projetos, não tem
ideias, não tem educação, não tem inteligência, não tem higiene, não tem amigos
e, agora, não tem mais base parlamentar. Eleito na bruma tóxica da antipolítica
turbinada por fake news, Bolsonaro acreditou – aliás, não tem estrutura mental
para fazer o contrário – que poderia governar macaqueando memes que sua trupe
de idiotas procria nas redes sociais, como ratos que são. Mais ainda: acreditou
que o torpor de idiotia nacional, potencializado pela histeria antipetista,
iria durar para sempre. A luta intestina desencadeada no PSL é emblemática
desse estado de coisas. O líder do partido na Câmara dos Deputados, delegado
Waldir, em meio a palavrões e impropérios, anunciou ter um vídeo capaz de
“implodir” o presidente da República, a quem chamou, solenemente, de
“vagabundo”. Agora, Bozo acaba de se livrar de
Joice Hasselmann, a menina veneno do bolsonarismo, defenestrada da liderança do
governo no Congresso Nacional. Trata-se de um paiol ambulante de ódio e
vingança que, inevitavelmente, irá se voltar, como um tanque de guerra, contra
o Palácio do Planalto.
18 outubro 2019
Reginaldo Monteiro
Administrador do Blog

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