06 outubro 2019

INTERESSE ELEITORAL: MDB e Rodrigo Maia ensaiam alianças para 2020


Após perder relevância nas eleições do ano passado, o MDB faz agora um movimento de bastidores para se reerguer, em dobradinha com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), na tentativa de construir uma estratégia conjunta para as principais disputas municipais de 2020 e uma candidatura única à sucessão do presidente Jair Bolsonaro, em 2022. A articulação é conduzida pelo deputado Baleia Rossi (SP), que assumirá a presidência do MDB na convenção nacional do partido, a ser realizada amanhã, em Brasília. Sob o slogan da "Renovação Democrática", o encontro foi planejado para mostrar unidade, apesar de divisões internas, e jogar luz sobre uma nova geração de herdeiros políticos, com a "aposentadoria" dos velhos caciques alvejados pela Lava Jato, como o ex-presidente Michel Temer e o ex-senador Romero Jucá (RR). Sem conseguir a reeleição, Jucá passará o comando do MDB para o líder do partido na Câmara e assumirá uma cadeira de "vogal" na Executiva. Na prática, a convenção representa o primeiro passo para o MDB costurar alianças eleitorais e adotar um discurso crítico em relação ao governo Bolsonaro, embora o ministro Osmar Terra (Cidadania) seja filiado à legenda. Um grupo de centro-direita composto por PSDB, DEM, MDB e PSD já discute, por exemplo, a atuação de uma frente de partidos para isolar o PSL de Bolsonaro. O MDB deve apoiar a campanha à reeleição do prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), no ano que vem. A discussão passa ainda, por um acordo com o governador João Doria (PSDB), que se prepara para concorrer ao Palácio do Planalto, em 2022, e pode ter Maia como vice da chapa.
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