Editorial
do jornal O Globo,
destaca a escalada autoritária e o ataque à Constituição representado pela
crescente censura por parte do governo Jair Bolsonaro às artes e meios de comunicação. Segundo o jornal da família
Marinho, embora a tenha sido formalmente extinta no final da ditadura militar,
“restam traços fortes do costume do controle da expressão e da criação
artísticas na sociedade”, que ressurgiu com o autoritarismo. Ainda conforme o
editorial, “agora justifica-se a arbitrariedade pela “defesa dos valores
cristãos” e “da família”. Quando, na verdade, trata-se de impor um pensamento
único”. “O desapreço de Bolsonaro e de seu grupo pela liberdade de expressão é
conhecido pelas agressões cotidianas a veículos da imprensa profissional,
atacados inclusive com o uso de instrumentos de Estado”, ressalta o texto. ‘Nas
últimas semanas, atos de censura têm se espalhado na área artística, muito
dependente de financiamentos de instituições estatais, empresas públicas entre
elas. O governo Bolsonaro tem podido ir além das palavras e ordenar o boicote
financeiro a projetos que supostamente não se enquadrem no objetivo da “defesa
da fé cristã” e “da família”’, observa. “Mas o dinheiro público não é de
Bolsonaro, e o Estado precisa considerar a diversidade do país, amparando os
produtores de arte sem avaliações ideológicas. Se não, o governo está se
apropriando de recursos da sociedade para impor um projeto político e
ideológico específico”, ressalta o editorial.
10 outubro 2019
Reginaldo Monteiro
Administrador do Blog

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