Subprocuradores da República avaliam que, com a série de
reveses impostos à Lava Jato e a Deltan Dallagnol na quinta (1º), uma ala do Supremo emitiu um sinal
claro aos órgãos de controle do Ministério Público Federal de que, para ela, a
situação do coordenador da força-tarefa de Curitiba se tornou insustentável.
Integrantes da cúpula da PGR dizem que, se pudessem dar um conselho a Deltan,
seria o de se afastar voluntariamente por um tempo, saindo inclusive do país,
para retornar depois. Esses membros do MPF acreditam que não há mais
chance de o procurador escapar de punição no Conselho Nacional do Ministério Público –que já fala em afastá-lo cautelarmente das funções.
Procuradores próximos do grupo de Dallagnol dizem que um afastamento voluntário
soaria como confissão de culpa ou admissão de que as mensagens obtidas pelo The Intercept são verdadeiras –gesto que estaria fora do radar da
força-tarefa. Mas esse grupo crê na chance de Deltan, neste momento,
ceder o protagonismo da operação a outros colegas.
03 agosto 2019
Reginaldo Monteiro
Administrador do Blog

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