A delação premiada de Fábio Cleto,
ex-vice da Caixa Econômica Federal, relatou que uma das empresas de Eike
Batista pagou propina a Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e a ele próprio. O objetivo do
ex-bilionário e do deputado afastado foi obter recursos do fundo de
investimentos do FGTS. De acordo com a Folha de S.Paulo, o ex-vice da Caixa era
membro do conselho do FI-FGTS e tinha participação direta nas liberações dos
recursos para empresas. A delação dele foi homologada pelo Supremo Tribunal
Federal e está sob sigilo. A empresa em questão, ainda de acordo com a Folha,
foi a LLX, que operava na logística do grupo de Eike. E a propina foi referente
a aquisição de debêntures de R$ 750 milhões, que são uma espécie de título de
dívida. Cleto disse que recebeu ao menos R$ 240 mil da LLX e que Eduardo Cunha
também recebeu, sem informar o valor. As defesas de Cunha e Eike negam as
acusações.
29 junho 2016
Reginaldo Monteiro
Administrador do Blog
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