Os vereadores que atuam na
base de apoio ao prefeito Daniel Camargo rejeitaram, na última segunda-feira (17), projetos de lei do vereador Mauro Soldado. Dentre eles, o que proíbe o uso dos chamados
“paredões de som”. O vereador Adriano do
Postinho, um dos que mais elogiou o projeto, acabou por votar contrário a ele, levando a bancada que lidera a acompanha-lo, alegando que não haveria como
fiscalizar.
O setor de fiscalização da prefeitura, é notório, realmente atua
com ineficiência por falta de material humano. Prioriza o que pode levar
dinheiro para os cofres municipais. Direitos da cidadania que esperem, porque falta respaldo da administração municipal nesse sentido.
No entanto, o voto contrário
ao projeto foi político, porque a atividade delegada – parceria entre
prefeitura e governo do estado – foi aprovada em Pederneiras, possibilitando
que policiais militares, em suas folgas, mas fardados, auxiliem nas ações
municipais, o que faz cair por terra o argumento do "não ter como fiscalizar".
Ainda anteontem (19), o
governador Geraldo Alckmin autorizou o início da atividade delegada para
Santos, Lençóis Paulista, Quatá e
Iperó. Nesses municípios. Em
todas as cidades onde é implantada a atividade delegada, o objetivo é combater
o comércio ambulante irregular, os danos ao patrimônio público e fiscalizar a
perturbação do sossego, entre outras posturas previstas em legislação
municipal.
Não custava nada ao vereador Adriano do Postinho, que liderou sua bancada ao
voto contrário, além de elogiar, aprovar o projeto e encabeçar uma frente para reivindicar
que o governo estadual agilize, junto ao governo do estado, a autorização do início da atividade delegada no
município. O voto meramente político pode levar do nada ao lugar nenhum.

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