As pessoas não conseguem ser bem
atendidas no serviço bancário. Pederneiras é um bom exemplo dessa
afirmação, especialmente nos dias em que aposentados, pensionistas e
assalariados tem encontro marcado com caixas de banco.
Se você vai a uma dessas
agências utilizar o caixa eletrônico, (e muita, mas muita gente mesmo tem dificuldade em lidar com botões, números,
letras e senhas que se submetem ao sistema), esperar é a única alternativa, vez
que apenas uma atendente é designada para ajudar a desvendar os
mistérios da tecnologia que nos leva a qualquer das operações que se façam
necessárias. É como se o rio estivesse a um passo e ainda assim corressemos o
risco de morrer de sede.
Nos caixas que deveriam ser ocupados com gente para atender gente, a mesma coisa. Se não há movimento, dos quatro, cinco ou seis “caixas”
que se pode visualizar, apenas em um ou dois tem funcionário atendendo. Os
demais, “necas de pitibiriba”. Se for dia de intenso movimento então, é
sofrimento para mais de metro e meio. Há sempre “caixa” sem caixa presente. E
olha que estamos falando da nossa grana, dinheiro, money que está lá na
contabilidade e nos cofres bancários.
A lei municipal
Fiz uma lei bem intencionada, que limita tempo de espera
para atendimento em agência de banco. Leis idênticas
há pelas cidades afora deste país e funcionam. Mas funcionam porque há fiscalização, há autuação, multa, lacração. Chega a ser ridículo constatar que em Pederneiras, que possui um numero tão pequeno de agências bancárias,
leis como essa não consigam funcionar.
Prefeitura é leniente
Em tudo que é município que conheço, a fiscalização do tempo
de atendimento em agência bancária é rigorosa e permanente. Aqui, passa de uma
administração a outra e não se verifica qualquer avanço no setor de
fiscalização municipal, quando diz respeito ao bem estar coletivo. O sistema é leniente.
Fiscalizam
calçada de gente pobre; enchem o saco de quem quer e precisa trabalhar, mas nem
sempre pode recolher em tempo a taxa do alvará; provavelmente não visitam terreno tomado pelo mato e pela sujeira
quando pertence a algum figurão; não multam a própria prefeitura (que também
está sujeita à fiscalização), quando esta não recolhe seus entulhos, seus lixos, quando não constrói calcadas e mantém limpas suas próprias
áreas, etc, etc.
Sempre que a mídia foca um assunto que tem a ver com a
fiscalização municipal de Pederneiras, o que se lê é “as pessoas que se
sentirem prejudicadas devem procurar o setor de fiscalização ou ligar para o telefone tal...”. Não
fazer cumprir as leis municipais, saibam, significa PREVARICAR. Então, nesse aspecto, a
prefeitura prevarica, deixando de praticar o ato de fiscalização.
Quando será que vão entender o conceito disso, tirar a bunda
da cadeira e fiscalizar de verdade, atuando com blitz permanente, fazendo
cumprir a lei, ao invés de futricar com a parte menos abastada da população?
Chega de paralisia!

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