01 junho 2018

FORÇADA PELO POVO : Queda de Parente abre brecha para mudança política


A demissão de Pedro Parente é uma boa notícia em si. Representa a derrota de um executivo que havia se tornado um dos pilares da política econômica desastrosa instaurada no país. Outro pilar, Henrique Meirelles, já caiu fora, com a desculpa de que pretende candidatar-se (sic) a presidente da República. Parente saiu para preservar uma carreira como executivo de confiança do mercado financeiro. Essa foi sua opção. Salvou o prestígio como executivo de um discurso só - corajoso do ponto de vista de seus padrinhos,  ruinoso para a maioria população - que nunca demonstrou receio de sacrificar o bem-estar de brasileiros e brasileiras para defender os interesses que representava. Foi assim em todas as medidas que tomou a frente da Petrobras, desde os leilões a preço de banana do pre-sal ao esvaziamento de investimentos que colocariam a empresa como uma das grandes petroleiras do planeta, comprometida com o desenvolvimento do pais. Sua insistência na defesa da política de preços era parte do mesmo projeto. Foi interrompida por uma greve de caminhoneiros que, mesmo causando transtornos nas grandes cidades brasileiras, recebeu apoio de 87% da população - o que dá uma ideia do mal-estar que produzia e do risco que representava para Temer.   A saída de Parente sinaliza que pode haver alguma mudança a caminho - o que pode ser um bom sinal.
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