02 julho 2017

IMPEACHMENT: Para veteranos do Watergate, caso lembra investigação contra Trump

"Quem imaginava que isso poderia acontecer de novo?" Inevitavelmente, a pergunta guiou o reencontro de 50 ex-membros do Comitê do Watergate no Senado no último dia 17, no prédio-símbolo do escândalo, 45 anos após a eclosão do caso que levou à queda do presidente Richard Nixon (1969-1974). Entre os ex-assessores, não havia dificuldades em apontar as semelhanças entre as investigações sobre uma possível interferência russa nas eleições de 2016 – e o envolvimento de membros da equipe do presidente Donald Trump –, e o caso sobre o qual se debruçaram há mais de quatro décadas. Um deles era o advogado Rufus Edmisten, 75, o homem responsável por levar até a Casa Branca, em julho de 1973, a intimação para que o presidente Nixon entregasse as gravações feitas de suas conversas no Salão Oval. "Eu sempre achei que viria um novo Watergate, mas não com tantas semelhanças assustadoras", disse à reportagem, na última sexta (30). Edmisten era o vice-conselheiro-chefe do Comitê do Watergate no Senado e o braço direito do senador democrata Sam Ervin, que presidia o comitê junto com o representante da minoria republicana, Lowell P. Weicker.
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