Janot diz que PGR está em guerra contra um inimigo sem face

Na semana em que o Supremo Tribunal Federal (STF) se prepara para debater o instrumento da delação premiada, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, fez na noite desta segunda-feira (19), um duro discurso em defesa da Operação Lava Jato e afirmou que a instituição está "em guerra contra um inimigo sem face". "Estamos em guerra contra um inimigo sem face! Não é definitivamente uma guerra contra pessoas ou contra partidos; mas, sim, contra a impunidade e a corrupção que dilapida o patrimônio do País. Mas não estamos sozinhos. Contamos com o nosso brioso Judiciário, que não deixará se influenciar por pressões políticas e saberá julgar com imparcialidade, sem concessões aos poderosos de turno", disse. Em sua fala, durante a abertura de um seminário no Conselho Nacional do Ministério Público, Janot citou que a regulamentação da colaboração premiada foi um dos instrumentos que permitiu o avanço no combate à corrupção. Ele também destacou a permissão, dada pelo Supremo, de executar a pena após a condenação em segunda instância. "O resultado desses dois exemplos, especialmente na Lava Jato, foi enorme e fala por si", disse. Sem citar o nome do ministro do STF Gilmar Mendes, que nesta segunda voltou a fazer críticas à Lava Jato, Janot afirmou que há pessoas que acusam Ministério Público de "exagero" e afirmam que o Brasil está vivendo em um estado policial. Para o procurador-geral da República, há dois tipos de pessoas que fazem isso: as que nunca viveram em uma ditadura e as que não têm compromisso verdadeiro com o País.
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