25 maio 2017

TENSÃO: Brasil vive mito da paralisia e nova fase da crise política

Na última semana, a divulgação do conteúdo da delação premiada dos donos da J&F, holding que controla a JBS, elevou a um novo patamar a já bastante tumultuada crise política no Brasil. Em meio a denúncias envolvendo políticos de inúmeros partidos e ideologias, o país tenta se reequilibrar sem saber como será o amanhã. Em depoimento às autoridades, os irmãos Joesley e Wesley Batista e outros executivos do grupo empresarial revelaram um grande esquema de propina, no valor de R$ 1,4 bilhão, que atingiu em cheio alguns dos nomes de maior destaque da política brasileira, incluindo o presidente da República, Michel Temer (PMDB). Ao todo, 1.829 políticos de 28 partidos teriam sido beneficiados, números bastante similares àqueles da empreiteira Odebrecht: R$ 1,7 bilhão aproximadamente para 26 partidos, em troca de benefícios diretos e indiretos no setor público. Com a popularidade abalada por projetos de reformas austeras, Temer foi gravado, em março, em conversa polêmica com Joesley no Palácio do Jaburu, na qual, segundo acusação, teria endossado o pagamento de mesada ao deputado cassado Eduardo Cunha, antecipado o corte da taxa Selic pelo Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) e ignorado relatos de interferência do empresário em uma investigação.
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