21 abril 2017

SÃO PAULO: Minhocão tem explosão de roubos e assusta frequentadores

O professor de filosofia Fabrício Muriana, 32, andava de bicicleta pelo Minhocão, no retorno para casa ao lado da namorada, após um show no Sesc Pompeia, na zona oeste. Naquela noite, o casal acabou sob a mira de uma arma e ficou sem as bicicletas e todos os outros pertences. Crimes como esse, ocorrido numa madrugada de agosto do ano passado, se repetem cada vez mais no elevado recentemente rebatizado de presidente João Goulart. Os furtos e roubos na região do Minhocão (incluindo a parte debaixo da via) passaram de 100 para 190, na comparação de 2015 com 2016, um aumento de 90%, mostram números obtidos pela reportagem via Lei de Acesso à Informação. Se considerarmos apenas os crimes que aconteceram sobre o elevado, uma alta ainda maior: passaram de 15 para 56 (273%). Neste tipo de crime, porém, há grande índice de subnotificação, dizem especialistas. Ainda assim, os números ajudam a revelar que o principal avanço se deu no período em que a via está fechada para carros, entre 21h30 e 6h30.
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