27 abril 2017

CRISE: Venezuela rompe com OEA e alega 'soberania'

A ministra das Relações Exteriores da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou nesta quarta-feira (26) a saída do país da Organização dos Estados Americanos (OEA), que tem adotado uma postura crítica em relação ao presidente Nicolás Maduro. A decisão foi tomada após 16 dos 35 países-membros da entidade terem pedido a convocação para esta quarta de uma sessão extraordinária urgente sobre a crise na Venezuela. A solicitação havia sido apresentada por Argentina, Barbados, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, Jamaica, México, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai. "A OEA insistiu com suas ações intrusivas contra a soberania de nossa pátria, então procederemos para sair dessa organização. Nossa doutrina histórica é marcada pela diplomacia bolivariana da paz, que não tem nada a ver com a OEA", disse a chanceler. O governo Maduro acusa a organização, que tem sede em Washington, de ser um braço da Casa Branca. Sua penúltima reunião extraordinária, em 3 de abril, havia sido boicotada por Venezuela, Bolívia e Nicarágua e terminado com uma declaração na qual pedia para Caracas "restabelecer a ordem constitucional" e libertar presos políticos.
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