05 março 2017

OPINIÃO: Banco do Brasil encolhe atendimento, aumenta fila de espera e sobrecarrega funcionários

Com o objetivo de melhorar (?) a produtividade e cortar despesas, o Banco do Brasil tem promovido medidas duras de “readequação” país afora, que passam por fechamento de agências (cerca de 400) e a transformação de outras em postos de atendimento (em torno de 370). Ao que se sabe, uma das agências pederneirenses passou a atuar apenas com alguns poucos gerentes, disponibilizando “atendimento preferencial” a alguns clientes, sem nenhum sistema para depósito ou saque.

A agência que remanesceu em Pederneiras foi a da Avenida Tiradentes. No entanto e a um olhar despretensioso, o que parece é que o cliente/usuário dos serviços perdeu, e perdeu feio. O estabelecimento anda mais lotada do que nunca. Três caixas físicos e quatro caixas eletrônicos simplesmente deixaram de existir. Sem dúvida alguma, além do incômodo, a medida aumentou o tempo de espera para o atendimento.

Engraçado, porque a agência da Rua Santos Dumont, esquina com a Rua 9 de julho, agora transformada em posto de atendimento possibilitaria, ao que parece, mais espaço físico e portanto, mais conforto aos clientes e usuários, porque com acesso fácil a dois ambientes, a exemplo do que foi quando lá funcionou a extinta Nossa Caixa Nosso Banco.

Será que não teria sido melhor, mais econômico e menos incômodo juntar a agência e o posto de atendimento numa coisa só, no prédio da Santos Dumont com 9 de julho, aproveitando toda a estrutura que lá existe na parte inferior do prédio, e a manutenção dos quatro caixas eletrônicos que foram desativados, ocupando assim os dois pavimentos do imóvel? 

Os dirigentes do banco decidiram. Mas se ele é público, por que a decisão veio assim, goela abaixo, como que no silêncio das nuvens? Soa tipo “quanto mais tento entender, menos consigo enxergar”.

Reginaldo Monteiro

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