20 fevereiro 2017

Grupo levou mais de 150 mulheres em 7 anos para se prostituir na Europa

Em um telefonema gravado com autorização da Justiça, Emanuella e Paloma conversam sobre a dúvida, de uma outra brasileira, em relação ao faturamento das prostitutas da quadrilha.  “Não é possível que ela não ganhe 250 euros em dois dias. Não existe isso. Eu ganhei quase mil euros na primeira noite; por que ela não vai ganhar? Ela é bonita como eu”, diz Emanuella na ligação. Duzentos e cinquenta euros equivalem a cerca de R$ 820. Cada programa custava 200 euros (cerca de R$ 620) e a quadrilha ficava com metade desse dinheiro. Explorando 20 brasileiras, eles podiam ganhar 10 mil euros por dia (cerca de R$ 65 mil). Para a polícia, esse dinheiro é, na verdade, uma ilusão. “O canto da sereia é que muitas já estavam se prostituindo aqui, então decidiam se prostituir lá porque iam ganhar em euro. Chega lá a realidade é diferente, porque ela tem que cumprir com o que eles determinam, de se submeter a diversas relações sexuais mesmo doente ou cansada. Todos os dias”, explica a delegada da PF Juliana Pacheco.
(G1)
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